ARTIGO
Como fazer o PI transforma-se num Estado mais produtivo?

Como fazer que o Piauí se transforme de vez num Estado mais produtivo? Como transformar nossos produtos para que eles tenham competitividade, qualidade e solidez frente à concorrência do mercado globalizado? O sucesso nos negócios está diretamente relacionado com a capacidade de inovar, nos mais diversas áreas e setores.
 
Tem relevante importância nessa etapa, a pesquisa e o desenvolvimento, pois influenciam nas inovações e na conquista de novas tecnologias. Com um Fundo de Pesquisa instituído e funcionando a contento, este poderá objetivamente, fomentar e traçar estratégias, potencializando nossas empresas, além de dar suporte à criatividade dos empreendedores. Consequentemente possibilitará a atração dos olhares para nossa terra, visando a implementação de negócios.
 
As instituições públicas e privadas, compartilhando do mesmo propósito de transformar e modificar a atual cultura produtiva piauiense, dando a esta um caráter industrial e transformador, no lugar de somente sermos produtores do setor primário ? a exemplo temos a cera de carnaúba, a castanha de caju e a soja, que juntos somam mais de 70% das exportações estaduais. Com essa política, daremos mais propulsão e força para fazer do Piauí um Estado mais rico e desenvolvido.
 
O modelo adotado nas áreas mais desenvolvidas do globo, é aquele em que as universidades, institutos de pesquisa técnico-cientifica e entidades responsáveis pela formação profissional e intelectual dos jovens buscam, em conjunto e estreita cumplicidade, o aprimoramento profissional e tecnológico, dando mais ênfase às áreas de engenharia, desenvolvimento de pesquisas e planejamentos estratégicos e administrativos.
 
O Piauí tem um perfil atrativo para muitos setores, nossos recursos naturais - minerais e vegetais? ainda estão praticamente intocados, esperando o beneficiamento, consequentemente a agregação de valor às nossas mercadorias. Porém, qualquer tipo de aproveitamento de destes dependerá do tipo de política adotada para que sejam utilizados de maneira eficiente e sem a degradação do meio ambiente, traçando metas para um aproveitamento sustentável.
 
Também temos um imenso e ainda pouco explorado campo de negócios, que é o da intelectualidade. Há necessidade urgente de se desenvolver o campo tecnológico piauiense, pois assim teremos mais suporte para alavancar o crescimento.
 
O Fundo de Pesquisa e Desenvolvimento Técnico-Científico do Estado do Piauí - FUNDES, criado através da Lei nº 5.790, de 19 de agosto de 2008, de nossa autoria, tende a priorizar a eficiência na área de pesquisa, inovação e incremento no setor produtivo do Estado, através da capacitação tecnológica, fomento das idéias e estabelecer estratégias para o desenvolvimento científico e tecnológico. Um dos principais objetivos da lei é o de impulsionar a pesquisa e acréscimo de novas tecnologias do Estado do Piauí.
 
O FUNDES também dá sustentação a uma política voltada para a criação e aplicação do conhecimento, seja este na pesquisa realizada nos laboratórios, nas salas de aula das universidades, nas tentativas de se criar tecnologias inéditas nas linhas de produção de empresas ou de qualquer outra fonte de criação de inovações e técnicas. Tudo isso financiado com recursos advindos das empresas que detém incentivos fiscais e que a partir de agora, contribuíram para a criação de uma reserva capital utilizada para a pesquisa. A utilização destes recursos poderá ser feita por instituições públicas ou por empresas privadas que firmem parceria com o Estado.
 
No entanto, ainda existe no Piauí, uma grande escassez de idéias, não por ineficiência de nosso quadro cientifico, mas pelo simples fato de que ainda não termos uma cultura voltada á industrialização. Nossos jovens ainda buscam os cursos voltados mais para as áreas da saúde e humanas, enquanto os cursos tecnológicos ficam em segundo plano.
 
Segundo dados estatísticos, a China que tem crescido economicamente muito nos últimos anos. Seu pólo industrial aumentou, além de suas técnicas de produção. Isso se deve ao fato de que na China há uma grande procura por cursos que levam à produção científica. Os artigos científicos de engenharia são quase 50% de todos os apresentados nas universidades, e ai estão incluídas todas as engenharias, como: mecânica, eletrônica, computação, elétrica, alimentos, produção, desenho industrial, mecatrônica, naval, entre outras tantas.
 
Já no Brasil, a engenharia figura em quinto ou sexto no ranking de trabalhos científicos apresentados, e ai está um desafio a ser considerado, pois a engenharia é a que tem mais afinidade com o desenvolvimento e a inovação.
A tendência dos investimentos caírem em determinado local está diretamente ligado ao fato deste local ter ou não á disposição um campo intelectual eficiente e que possa ser absorvido pelo mercado.
 
A historia demonstra que todos os paises que conseguiram êxito em sua jornada em busca do desenvolvimento econômico, social e industrial, investiram primeiro e maciçamente na educação e na capacitação intelectual. O investimento no material humano é indispensável para o desenvolvimento cientifico e tecnológico.
 
Temos mentes capazes e famintas, ávidas para demonstrarem seus potenciais. O que ainda lhes faltava era como conseguir recursos financeiros para colocarem em prática suas teorias e idéias. Com o FUNDES, parte desta dificuldade foi sanada. Temos certeza que teremos um bom ?celeiro de pesquisas?
 
Aos poucos os passos devem ser dados. Passos pequenos. Entretanto não devem ser vagarosos demais.
 
O desenvolvimento nos aguarda, mas ele também anda. Cabe a nós apressarmos nosso caminhar, alcançá-lo e a partir daí andar de mãos dadas com ele.